Ouvir pessoas é o primeiro passo para formular uma política inteligente

Biografia Joel de Lima

Joel de Lima nasceu em Goioerê em 10 de março de 1963. Cresceu ao lado da mãe, a professora Terezinha de Lima na Zona Rural do município. Aos 10 anos, para continuar os estudos, foi morar com o tio João de Lima, em Curitiba. A relação com o tio era de amizade e muito companheirismo. Para contribuir com as despesas da casa, paralelo à escola, trabalhava como jornaleiro: vendia jornal nas ruas da capital paranaense. “Apesar da pouca idade, Joel tinha muita garra e força de vontade”, relatou João. Sempre em busca de algo melhor, meses depois, o garoto conseguiu um novo emprego.

Desta vez, como torneiro em uma fábrica de móveis. “Quando aprendeu a manusear o torno, fez um jogo de xadrez e me deu de presente”, relembrou o tio. Sem muitas condições financeiras, mas com o desejo de agradar o sobrinho, no Natal, tio João deu a Joel o direito de escolher o presente: uma bicicleta ou uma máquina de escrever. “Era um bom garoto e mereceu um presente”, contou. A escolha do menino pode ter sido o ponta-pé inicial de sua trajetória. “Ele optou pela máquina de escrever. Fiquei muito surpreso.

Aquela escolha não foi de uma criança comum, mas de alguém com espírito vencedor e com o pensamento no futuro”, afirmou.

Bom menino executivo

Seis anos depois, Joel veio para Foz do Iguaçu em busca de uma vaga de mensageiro na Unicon, empresa que prestava serviço à Itaipu Binacional. Embora a vaga fosse para, hoje, chamado de bom menino, era necessário ter domínio de datilografia. Entre dezenas de candidatos, Joel foi selecionado. Desde os 16 anos nunca mais deixou a Usina.

Como estudava a noite, passou morar nos alojamentos da empresa. O objetivo era ficar próximo do trabalho e, ainda, ter um tempo para estudar.

Marcos Antônio da Silva, secretário da Diretoria Executiva, lembra bem desta época. “Atuamos juntos na Central Telefônica. Nossa função era fazer o lançamento das ligações. Às vezes, trabalhávamos das 8h às 22h. Foi um tempo de muito trabalho, mas também de grandes amizades”, recordou. Segundo Marcos, Joel sempre foi um “cara” dedicado e preocupado com o bem-estar das pessoas próximas. “Não é à toa que chegou onde está. Apesar de, hoje, estar em um dos maiores cargos da empresa, não perdeu a essência”, destacou Marcos.

Cursou o Ensino Médio no Colégio Anglo Americano e, em 1985, participou de uma seleção para o cargo de operador, desta vez, na própria Itaipu.

Entre os turnos na Superintendência de Operação, dedicava-se a defender os direitos dos trabalhadores. Com este perfil, durante 10 anos, Joel foi dirigente do Sindicado dos Urbanitários e Sindicado dos Eletricitários de Foz do Iguaçu (Sinefi).

Como sindicalista buscava o fortalecimento das políticas públicas, com ênfase nas sociais, tais como saúde, infância e juventude, ressocialização de apenados, desenvolvimento regional, educação e cultura. Nesta época, conseguiu conciliar também com a faculdade de Direito. Foi, também, o primeiro presidente eleito do Conselho Municipal de Saúde de Foz do Iguaçu. A gestão durou três mandatos.

Nova missão

Em 2003, com a ampliação da missão de Itaipu, de gerar energia elétrica de qualidade, mas com um cuidado todo especial com a população de seu entorno, Joel foi convidado pela, então, diretora-financeira executiva, Gleisi Hoffmann, para contribuir na implantação dos programas sociais da empresa: Programa de Proteção à Criança e ao Adolescente (PPCA), Grupo de Trabalho Itaipu-Saúde, Saúde na Fronteira, Rede Cidadã e Equidade de Gênero. Logo nos primeiros meses Joel foi escolhido para ser coordenador do GT-Itaipu Saúde, ao lado de Gleisi.

Da atuação, em 2005, veio um convite: ser o assistente de Gleisi. Com a saída dela para concorrer ao Senado Federal em 2006, Joel permaneceu na Assistência ao lado de Margaret Groff. Como assistente, era o braço direito dessas mulheres, responsáveis por fazer a gestão de um orçamento de U$ 3,4 bilhões ou R$11,9 bilhões para serem geridos anualmente. O valor corresponde, simplesmente, a 13 vezes ao orçamento de uma cidade do porte de Foz do Iguaçu. Em 2007, foi convidado pelo Diretor Geral Brasileiro, Jorge Samek, para ser seu assistente.

Jeito simples

Embora atuasse ao lado o homem mais poderoso da Itaipu Binacional, Joel nunca deixou de ser o cara simples e dedicado da época de jornaleiro em Curitiba. As portas da sala dele sempre estiveram abertas tanto para as autoridades da região, como também aos colegas da empresa. A copeira Mariza Francisca Ribeiro serve Joel há seis anos. Para ela, é uma das pessoas mais humanas e queridas que conhece. “Ele tem um carinho especial com as copeiras e as zeladoras. Sempre quer saber como estamos”, contou.

Família e aventura

Na vida pessoal Joel dedica-se à família. É casado com Graciela Liston de Lima desde 2003. É pai de quatro filhos: Tábata, de 27 anos; Nicolas de 22; Gabriel de 11 e Giovana de 8 anos. Tem oito irmãos.

Um dos mais novos, o locutor Márcio Barreto é fã incondicional dele. “Sem demagogias, me orgulho muito de ser irmão do Joel. É um exemplo a ser seguido. É meu espelho. Se hoje sou formado em direito é porque segui seus conselhos e fui em busca dos meus sonhos. O estudo é algo que meu irmão tem como prioridade. Uma pessoa equilibrada que sabe fazer uso dos seus direito e deveres”, destacou. Para Márcio, Joel, é o irmão que todos gostariam de ter. Sempre lembra dos conselhos recebidos da mãe, Terezinha. “Ser honesto, ajudar ao próximo e ser temente à Deus”. De acordo com Márcio, Joel é daqueles irmãos que não se envolve sem ser chamado no assunto, mas quando acontece, fala o que pensa sem temor da reação das pessoas. “A sinceridade nele é algo latente, não passa despercebida”, pontuou.

Amante de motociclismo e de aventura, sempre que pode passeia sobre duas rodas pela América do Sul. Além da diversão, o objetivo é conhecer melhor a cultura dos povos vizinhos.